domingo, fevereiro 15, 2009

Postulado Pós-Político

Não me lembro.

Interesting times indeed...

Acabaram de desaparecer da internet as referências à entrevista de Manuel Pinho em que dizia que esta era a pior crise dos últimos 50 anos. (ontem? anteontem?)

Alternativamente, o DN oferece-nos 1993. Já o JN aponta para 1984. Eu, como não percebo muito da coisa, fiz a média e dá praí 30 de Junho de 1988.

Bem me parecia que eu era mais velho que o que me diziam que eu era...

PS: Lá encontrei a notícia.

Lisboa, 17 Fev (Lusa) - O ministro da Economia afirmou hoje que a queda da taxa de desemprego para os 7,6 por cento em 2008 é um sinal de esperança e serve para tentar animar os portugueses para reagir à crise.
De acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego atingiu os 7,6 por cento no final de 2008, o que representa um desagravamento de 0,4 por cento face aos 8 por cento de 2007.
“É um valor melhor do que o Governo esperava. É um sinal de esperança”, afirmou Manuel Pinho, numa audição da Comissão Parlamentar dos Assuntos Económicos, Inovação e Desenvolvimento Regional.
O ministro sublinhou, contudo, que é preciso interpretar o valor “com cuidado”, mas frisou que os dados hoje divulgados pelo INE dão “segurança” e serve para “tentar animar os portugueses para reagir a esta crise, que é a maior dos últimos 50 anos”.
“Esta crise chegou de forma verdadeiramente inesperada”, disse Manuel Pinho, considerando haver “uma falência total do modelo neo-liberal do sector financeiro”.
Para Manuel Pinho, três erros foram cometidos: “a tomada excessiva de riscos, uma atitude inaceitável de ganância que serviu o principio orientador para a actividade dos banqueiros internacionais e a falência do modelo de regulação”.
O ministro considera que estes três erros “são um aviso para criar um sistema financeiro que não faça tornar a viver problemas que tiveram origem nesse sector, passando depois para o sector real, não poupando nenhuma economia”.
“Já está nos Estados Unidos, no Japão, na Europa e, naturalmente, também em Portugal”, disse.
O governante aproveitou ainda a ocasião para salientar que em 2008, ano em que a banca norte-americana teve de ter uma ajuda “pesadíssima, os bónus de Wall Street são quatro vezes superiores ao aeroporto português”.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Outra pergunta diferente

Porque é que ninguém fala do escritório de advogados que pedia dinheiro para licenciar o Freeport?

Something is rotten in the kingdom of Portugal

Há algo de muito errado num país que obriga velhos e acabados (até agora, um senhor na casa dos 70s com parkinson num estado relativamente avançado, e uma senhora também nos seus 70, de óculos, a ver o jornal a 10 cm de distância) a procurar emprego (ou trabalho), e só lhes dá coisas que eles nem sabem o que são (o velhote olhava num poste, um anuncio de comercial de netcabo, que dizia em letras garrafais PRECISA DE TRABALHO? ou QUER TRABALHAR? - a senhora olhava muito atenta, no jornal, para um anúncio de uma padaria que estaria cercado por anúncios para telemarketers e de gatunos que lhe querem ir ao ouro).

Como estava a dizer, há algo de muito errado num país que obriga velhos e acabados a procurar emprego, e só lhes dá coisas que eles nem sabem muito bem o que são, e que os jovens não querem, tendo que aceitar muitas vezes como penúltimo recurso. O último aprazer-me-ia dizer que salta à vista, mas já ninguém fala dele. Só de verão em verão, e, quando os tempos são bons, no Natal.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Uma pergunta diferente...

Qual é o escritório de advogados que alegadamente pedia dinheiro para aprovar o Freeport?

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Sacado aos 31's da Armada


«O crime de corrupção, tal como está definido no nosso Código Penal, é impossível de punir». Quem o diz ao PortugalDiário é a coordenadora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida, para quem esta é a principal falha da nova reforma penal.


Do IOL Diário



Portugal Portugal, de que estás à espera?

Indignação

Eu não estou a tentar colar este caso ao caso do Freeport. Isso é outra louça.

É só para desmentir a afirmação do sr. Sócrates que "todos são iguais perante a justiça".

A meu ver há uns mais iguais que outros ( deve ter a ver com imunidades diplomáticas ou o raio que o parta ). A justiça em Portugal está podre, e daí vêm muitos dos males do país. E não é de agora. É mal antigo, mas que urge erradicar. Não o fazer vai levar inevitavelmente a convulsões sociais, e a meu ver ( sou um óptimo pessimista ) das graves.

É também para que se veja que do outro lado da barricada também se fabricam "campanhas negras".

Reparem, a senhora parece saber bastante bem do que fala. Se está disposta a fazer essas insinuações ( com tudo o que isso acarreta de bom e mau ), parto do princípio que também estará disposta para o fazer perante a justiça.

Não sei se há ou não alguma investigação em curso ao sr. Paulo Portas ( mas deve haver, começando pela Moderna ), mas se não houver, parece existir alguém responsável o suficiente ( estou a supor que para ser eurodeputada europeia não basta ter uma cara bonita e amigos no sitio certo ) e com responsabilidades perante o público, para iniciar ( ou fornecer dados, aparentemente bastante concretos a ) essa(s) investigação(ões). Se não fosse o caso, não se iria expor às más consequências derivadas de levantar suspeitas infundadas.

Eu não percebo peva de direito, nacional ou internacional, mas parece-me que essa senhora sabe qualquer coisa de crimes que lesam a pátria e os seus cidadãos, e não é chamada a depor num tribunal e a expor os seus factos, fontes e deduções? Compactuar com um crime de lesa-pátria não é em si um crime?

Não me interessa fazer cair um corrupto. Interessa-me fazer cair todos. Nem que caiamos todos.
Não é tarde nem é cedo. O que tem de ser, tem de ser.

Zangam-se as comadres, sabem-se as verdades. Qualquer ponta do novelo que seja puxado no sentido de zangar as comadres, será benéfico para a democracia. Esta senhora acabou de deixar uma ponta para trás. Alguém que a puxe, que eu não sei como - tenho 25 anos, tenho os meus telhados de vidro, mas nunca, nunca lesei alguém em proveito próprio (pelo menos de forma intencional, e que esteja a par...), quanto mais o meu país!

E não, não percebo que uma pessoa com as responsabilidades da sra. Ana Gomes faça as declarações que fez ao Público, sem que daí advenham qualquer tipo de consequências, quer para a sra. em questão, quer para o antigo ministro da defesa.

Afirmações tão concretas? Umas suspeitas era uma coisa, seria o normal, mas afirmações tão concretas? Que diabo....

Afinal, saber de um crime e não o participar à justiça torna ou não a senhora cúmplice desse crime?

Expô-lo na comunicação social e evitar os tribunais é ou não uma "campanha negra" que contribui para a "crise política" que se vive no país? Está a senhora a fomentar o caos social, com fins partidários/benefícios políticos/para distrair a comunicação social do caso Freeport?

Eu sou cidadão português, e como tal a justiça, os deputados, os ministros, etc etc et al são ou não meus assalariados?

Tenho ou não direito a saber a verdade?


Tenho o direito de pedir satisfações a esta senhora sobre as suas afirmações, ou não? Ou será o meu dever, eu que estudante sou, da área de engenharia informática?

Façam cair o mais exposto, o resto vem atrás.... Se mais ninguém se mexer, eu vou a Bruxelas, nem que seja a pé, para tirar satisfações à senhora...





Não quero mais Camarates, Freeports, Submarinos, Helicópteros, Casas Pias, Modernas, Independentes, SIRESP's, BPN's BPP's e BCP's no meu país!

A culpa, quanto maior é, mais tendência tem para morrer solteira.

CHEGA! Um pouco de decoro, por favor!

"Beware when a patient man gets angry." - John Dryden

Saber e não contar...

... não é uma forma de cumplicidade? Saber de um crime e não contar, não é uma forma de cumplicidade com o crime? Ser cúmplice de um crime não é em si um crime?

Se assim for, a senhora Ana Gomes deve umas explicações aos seus conterrâneos. E parece saber exactamente que explicações dar.

Vejamos.

"Congratulando-se por "o Parlamento português, pela mão de um deputado socialista [Ventura Leite], ter produzido uma investigação desta importância sobre contrapartidas [n.d.r - Sobre o caso Freeport Airbus*]", Ana Gomes estranha que "ninguém tenha investigado também as contrapartidas negociadas por Paulo Portas como ministro da Defesa", nomeadamente no que se refere à decisão de "sair do projecto de avião europeu, o A400M e à compra de helicópteros e de submarinos"."


* Sorry, my bad...

Como podem afirmações destas passar incólumes? Como se pode chamar justiça a um sector que devia castigar este tipo de corrupção, mas que apenas lhe fecha os olhos?

Esta senhora, a entrar novamente em Portugal, deveria ser interrogada, se necessário à lá Guantanamo. Para além de estar a promover uma "campanha negra" (que o actual executivo tanto abomina) contra um membro de um ex-governo, a ter razão, será cúmplice de um crime.

Se isto não é razão para alguém ser preso, talvez esteja na hora.

Desde já....

... exponho a minha disponibilidade para a receber um subsídio de 60.000.000€, comprometendo-me a arranjar emprego a 2000 pessoas durante 3 anos.

À atenção do executivo.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Ah.... ok.

Sócrates pode vir a sou ouvido pela Justiça? "Se houver suspeitas, obviamente", responde a procuradora Cândida Almeida.

"Se não houver suspeitas, não vamos ouvi-lo. Não se vai interrogar um primeiro-ministro só para constar", diz Cândida Almeida à SIC.

JN

E se fosse um bombeiro,polícia,juiz,cidadão? Já se poderia interrogar "só para constar"?
Bom, pelo menos não se pode colar isto ao discurso do outro, de "que todos os cidadãos são iguais perante a justiça, e eu também".

domingo, janeiro 25, 2009

Assim sem pão sem nada?

"Não podem dizer que "isto aparece em período eleitoral". E não podem dizer porque não estão a falar de uma notícia de um jornal, mas de uma iniciativa judicial , envolvendo a PJ, a PGR e um juiz. E presume-se que todas estas entidades não estão em "campanha eleitoral" ou a mando de qualquer interesse eleitoral. Se é isso que quiseram dizer, então ainda é mais grave."

In promptu ponere modus operandi (que é como quem quer dizer "descortina-se um modo de operar" em latim mas não sabe como se diz).

Ah, por falar em modus operandi, vejam isto. O lado esquerdo-a-puxar-para-o-centro a dizer coisas sobre o lado direito-a-puxar-para-o-centro, numa perfeita jogada de lavandaria.

Este caso do freeport está a levantar muita merda para o ar.... Onde há fumo há fogo, diz o povo, e onde há muito fumo há muito fogo, complemento eu....

sábado, janeiro 24, 2009

Falando noutras questões....

... será que há outros negócios que envolveram alterar zonas protegidas que foram fechados graças às mãos invisíveis?

Tou só a perguntar.... Perguntar não ofende, certo?

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Pérolas

"A casa-mãe, que hoje apresentou pedido de falência num tribunal de Munique, é o fornecedor de matéria-prima e único cliente da fábrica portuguesa. “Perante a complexidade de toda esta situação, ainda não é possível determinar as consequências do actual cenário para a Qimonda Portugal”, refere ainda o texto."

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Note to self

A bolsa de valores é sportinguista.



Facciosa/tendenciosa como se os outros não tivessem olhos, capacidade e/ou moral para dizer se uma jogada é ou não falta, golo, fora de jogo, etc et al.

Negócios de Futuro

"Estado vai pagar até 1.257 euros aos trabalhadores das empresas que reduzam os horários de trabalho ou suspendam os contratos.

O Estado vai pagar os salários dos trabalhadores abrangidos por redução de horário ou suspensão do contrato ('lay-off') de empresas com viabilidade económica e perspectivas de recuperação da capacidade produtiva"


Uma empresa de renováveis na hora, cuja primeira acção será despedir o seu primeiro e único trabalhador (eu, no caso, que seria remunerado conforme o que seja necessário para chegar aos 1257€ supracitados). Fica lá o fax a tomar conta de tudo.

É viável economicamente (nem que seja à custa de subsídios), e há perspectivas de recuperação da capacidade produtiva.

Pá, deixem-se lá dessas merdas de atar a economia com arames.... Que mania... Só para não lhe chamarem Socialismo... É que depois se vier alguém que sim senhor até quer fazer qualquer coisa pelo país, vai ter de andar a desatar esses nós górdios todos... Tudo porque os senhores não querem desatar o outro nó górdio......

E o povo vai ficando mais magrio.....

A mão invisível (porque está coberta por luvas)

Até que ponto é que a suspensão dos concursos públicos estará relacionada com Alcochete? Será que há algum ministro com frieiras nas mãos?

Depois dos recentes acontecimentos derivados do aquecimento global, não admira...

terça-feira, janeiro 20, 2009

Agora a sério....

... 16.1% de desemprego aqui ao lado e o melhor que nós conseguimos é 8.8%?

10.1% na França, e ninguém se pergunta de onde vem o milagre Português?

E estatísticas sobre a emigração e sobre as novas oportunidades, não há?

Filmografia recomendada

The curious case of uma impressora que custou 6.572.983,00€

e

The day the toners custavam 45.600,00€



Não deixa de ser parodoxal que um sistema que visa promover a transparência na administração pública suscite tantas dúvidas...

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Modus Operandi

"Resultados no programa do Simplex? Muito bem, mas convém lembrar que algumas medidas já vinham a ser implementadas e preparadas nos governos anteriores e, se muitas vezes se simplificou, de outras complicou-se. Experimentem vender uma casa antiga e obter um "certificado de eficiência energética", uma destas coisas ecologicamente correctas de que os governos gostam muito e para as quais não há infra-estruturas, preparação, celeridade e que imediatamente geram mais burocracia e grandes negócios, encarecendo tudo."

Diria mesmo mais. Neste governo, suspeita-se que haja um ministro que, em virtude dessas coisas ecologicamente correctas de que os governos gostam muito e para as quais não há infra-estruturas, preparação, celeridade e que imediatamente geram mais burocracias e grandes negócios, encarecendo tudo, se sujeitou a receber umas luvas para fazer com que não fosse construído um centro comercial numa zona protegida, alterando para esse fim a zona protegida em questão.

Tudo boas pessoas portanto.

E parece que há um vídeo que incrimina esse ministro, mas que apesar de ainda ninguém ter posto os olhos em cima, já não é válido para fins legais.

Cá para mim, o gajo só mudou o aeroporto para Alcochete para confundir o Google...